“A hora de mexer no time”

Por mais doloroso que seja, na vida sempre chega aquele momento em que somos forçados a mexer no time. Se vai dar certo, não sabemos porque o time é aquela engrenagem a qual todos os convocados precisam estar devidamente preparados e atentos. Cada um de nós deve fazer sua parte e manter-se na posição. Todo cuidado é pouco tanto antes, quanto durante e depois.

Nosso objetivo principal é sim, primeiro fortalecer os nossos, porém a experiência sempre nos revela o outro lado da moeda. Concluir com sucesso não é uma tarefa fácil e tem coisas que não nos permite uma segunda chance. Já tivemos pessoas que não aceitam chamada de atenção, pessoas que não entendem que elas mesmas pararam no tempo e as piores que são aquelas que não aceitam regras. Trabalham bem quando a coisa é solta mas, quando vem a regra se perde, não dá conta e joga a culpa em alguém.

Enfim, mexer no time dói porque existem outras coisas envolvidas além do trabalho e na maioria das vezes são coisas sentimentais. Mas quando a gente coloca um evento na rua, o risco é todo nosso, a gente assume um compromisso. O público não quer saber se somos iniciantes ou experientes, amigos, inimigos ou parceiros. O público só quer ver acontecer aquilo que lhe foi prometido. E é exatamente por essa razão que as vezes somos obrigados, felizmente ou infelizmente, a mexer no time e resolver o jogo!

Viva o Quintal dos Prettos 2022

“A palma da mão”

“O instrumento mais importante do samba é a palma da mão por manifestar os quatro elementos mais importantes da vida num unico momento”

1.“A palma da mão usa compressão e descompressão do ar constantemente para gerar o som”

2. Este mesmo movimento gera o calor que aquece o sangue, aquecimento este simbolicamente representado pelo “fogo”.

3. O calor do fogo nos faz transpirar e transpiração é “água”.

4. Todos estes elementos justos geram vibração. Vibração é matéria, matéria é corpo e corpo é “terra”.

“Missão de vida”

“Nossa missão de voltar a ser luz é algo muito sagrado”. É uma conversa interna, diária. É olharmos no espelho e refletirmos sobre o como será porque o que foi, foi e não dá mais pra voltar e consertar. Mas que presente é o presente, não é mesmo? Papai do céu realmente pensou em tudo. Coisa boa demais! São muitos pontos de reflexão, mas vou focar apenas em alguns e um deles é a gratidão. “Algo que nem todos terão por nós, mas todo aquele que nos deu braço e força deve ser lembrado por nós em oração”. Respeito: É aceitar o que outro é ou deseja ser mesmo que nos gere estranheza à primeira vista. Talvez nos falte entendimento para tal propósito no primeiro momento. É de cada um, mas todos somos capazes de ser mais flexíveis para certas coisas no geral. Lealdade: “Cumprir com o combinado nem sempre é possível de todo quando o mundo não ajuda”. Somos rodeados, encarcerados, dominados, escravisados pelos estímulos criados por este sistema capaz de destruir quase toda forma de amor que se possa imaginar. As vezes nos vemos totalmente perdidos em determinadas situações e uma delas é a tradicional falta de dinheiro e enquanto esta encontra-se à frente do restante, fica muito difícil enxergar além. Assim acaba que tomamos decisões que podem salvar o momento, mas infelizmente comprometem o futuro. Importante lembrarmos que a lealdade, o respeito e a gratidão são pilares de suma importância na missão de voltarmos a ser luz. A pessoa que perde sua confiança sofre muito, mas um dia ela supera e segue a vida. Já você passa a carregar o peso desta consequência para o resto da vida. “Pessoa leal a pessoas, pessoa leal a Deus”. E tudo aqui neste plano não passa de um grande teste para cada um de nós. Asè!

“Propósito de vida”

“Tenta ter o propósito de viver a vida o mais bonito que você puder. Não é fácil atingir tal plenitude, mas nunca deixe de tentar”. Talvez a parte mais difícil do processo seja o não. Dizer sim para tudo é também dizer não para coisas talvez até mais importantes para si. Nossa velha mania de criarmos monstros em tudo dificulta a caminhada. Quando não é o medo de magoar quem amamos, é o medo da responsa do brilhar. Quando não é o pavor daquilo que exijam que sejamos, é o medo de darmos errado naquilo que de fato gostaríamos de ser. Revólver na cabeça o tempo todo. E pior, a droga do medo do que vão pensar. Isso sim é foda. As vezes é preciso criar um mundo paralelo, onde o sucesso é você consigo mesmo. O famoso, o profano, o sagrado, o milionário de si mesmo, o artista do chuveiro que canta para um milhão de pessoas na imaginação, o protagonista de seu próprio filme chamado “Que se foda o mundo”. No entanto, perdoar essas pessoas. Isso talvez seja o grande passo para a plenitude de vivermos bem, mas antes devemos perdoar a nós mesmos. O outro pode até rejeitar, reprimir ou repudiar nossas ações, mas nunca se sabe. Nunca sabemos de fato se tal ação é para nos derrubar ou evoluir ou se é apenas para nos testar, mas só o fato de sabermos que Deus no todo existe, já estamos em vantagem. Daí então, só nos resta saber o melhor caminho a seguir. Entre evoluir e definhar, eu fico com a primeira opção. Espero que você também! Asè!

“Seja livre de verdade”

E quando na vida parece muito fácil se perder, muito mais difícil é se achar. Ver beleza onde quase ninguém vê, enxergar além do olhar e ir além até mesmo do simples fato de não entender. Sentir sem ouvir e ver, mesmo sem compreender. Acreditar no sentimento puro, desprovido de toda e qualquer vaidade e seguir. Se envolver, se entregar. Entrar na chuva de roupa e tudo e ainda deitar no chão de braços e olhos abertos, de barriga pra cima. E sem contar gotas, deixar cair aquele aguaceiro na cara. Sem pressa, sem hora e sem culpa. Simplesmente ligar o foda-se!

Não sei como chegamos ao ponto de deixar nossa felicidade nas mãos do alheio. Não sei como deixamos nossa felicidade depender de alguém ou algo para existir. Onde está toda aquela beleza que o mundo nos enfiou “guéla à baixo? Então era tudo mentira ter carrão, ser rico, famoso e andar acompanhado só de gente “bonita”, de pessoas reformadas, informadas, emponderadas e morar num bairro nobre?

Isso só me deixa claro que se a gente não disser não para esse Reality que estão nos impondo, nunca seremos felizes de verdade. Estaremos sempre insatisfeitos com alguma coisa em nós ou em tudo um pouco. Não podemos mais perder nossas vidas concentrando nosso suor naquilo que será visto apenas com os olhos de fora. Nossa alma memoriza nossas ações e é exatamente por isso que nosso corpo não deve fazer o que nossa alma condena por capricho de outrem. Viva a liberdade interior!

“21 anos de Samba da Vela”

Quando fundei a Comunidade Samba da Vela, junto a meus parceiros Magnu Sousá, Chapinha e Paqüera, eu tinha apenas vinte anos de idade e embora não parecesse, eu já tinha uma breve noção do sucesso que viria a ser, não para com o grande público, mas sim entre nós, a casta de compositores que ali viria a se formar. Enfim, criamos um espaço onde pudéssemos nos expressar musicalmente. Nascia então, este grande quilombo de poesias musicadas, cujo objetivo era de não deixa-las mais tempo do que já estavam no fundo da gaveta, além do fato de que uma só gaveta já não era o suficiente há muitos anos. É muita coisa guardada, tanto que já se passaram vinte e um anos e não conseguimos mostrar nem metade das composições. Mas o processo de formação da Comunidade influenciou muito e naturalmente fomos obrigados a compor novos sambas os quais tomaram à frente de muitos outros que estavam na fila há um bom tempo. Alguns nem chegaram a ser apresentados. Na busca de uma identidade própria, tivemos que tomar algumas duras decisões durante o processo, principalmente com a chegada dos demais compositores. Amadores em sua maioria ou iniciantes no modo geral, eles primavam de um certo vício cultural das ruas e isso nos obrigou a reprogramar uma nova conduta naquele ambiente exclusivo para apresentação e apreciação de novas obras musicais, sobretudo o Samba. Alguns entenderam, outros torceram o nariz. Afinal, seguir regras é para poucos. Lei primordial na Vela era manter o silêncio no local. Outra muito importante era a participação ativa na apresentação dos outros irmãos de samba, se a gente percebesse que tal compositor não fortalecia a obra do colega também compositor, a multa era perder a inserção de seu samba no livro de sambas da Comunidade Samba da Vela. Outra regra, além de várias que um dia vou revelar aqui, era acender uma vela verde toda vez que alguém da comunidade fosse a Oló (Morresse). São detalhes que enriqueceram absurdamente a história do Samba da Vela, despertando a curiosidade de milhares de pessoas no mundo todo. Foi assim que durante todos esses anos a gente se doou para reeducar muita gente que mal dava atenção devida para o nosso samba até então, mas depois passou a dar. Acabamos comprando a briga que ninguém queria comprar, mas por um grande motivo. Até que conseguimos transformar essa briga em uma grande conquista e hoje ela é usufruto de inúmeros compositores. Nossa meta de profissionalização dessas pessoas na música, só não fora alcançada porque o objetivo da maioria não era viver de música. Poucos entendiam o movimento como um trabalho ou algo paralelamente rentável. Encaravam como hobby. E até hoje muitos ainda não se deram conta de que a música nunca esteve apenas em rádios e programas de tv. Comerciais de carro, de roupas, de bebidas e muitas outras milhares de ações altamente comerciais sempre ligaram nossos valores afetivos à música e consequente a produtos comerciais. Direta ou indiretamente a música sempre foi algo paralelamente comercial no giro de receitas de direitos autorais. Foi aí que a gente inseriu pessoas, afim de fazê-las entender que uma produção artístico-musical pode gerar emprego para muita gente. Finalizo esse texto dizendo que para mim a Comunidade do Samba da Vela vai além de um aparelho cultural. A Vela é um processo! Algo pensando estrategicamente para a verdadeira evolução do núcleo, onde o samba vem para ter mais estrutura e dar suporte para todo aquele que pretende viver dele. E equalizar nossa composição humana na vida em sociedade. Embora isso não tenha passado de um sonho, viva seus vinte e uns anos de resistência!

“Porque, pra que, pra quem…”

O fato de o tempo passar tão depressa, as vezes me cria pânico. A mente indaga sobre o porque de ainda estarmos aqui tentando produzir algo capaz de conduzir nosso espírito a um plano de maior evolução, mesmo sabendo que o desafio é muito grande. Acreditando firmemente que nossas redundantes palavras possam vir a fazer algum sentido na vida de alguém que nem imaginamos existir. Porém o mais curioso disso tudo é que não adianta escolhermos, porque no fundo no fundo nós é que somos escolhidos. Nós é que somos encarcerados pela missão. Eu tive o prazer de receber uma matéria capaz de produzir música e poesia na finalidade de recriar atalhos de vida melhor para todo aquele que se identifica com o meu modo de revelar alguns dos milhares segredos de Deus que despertam em mim. O que me conforta, porque as vezes desanimo quando percebo o mundo tão disperso e insensível. Tão desonesto e tão desleal a ponto de colocarmos em dúvida até mesmo as nossas maiores qualidades na vida. Sabe aquelas muitas horas que dedicamos para que tudo saia perfeito e quando jogamos no mundo ninguém nem liga ou nem percebe o tamanho zelo que tivemos com nosso dom?. Pois é… mesmo assim a gente se inspira, mesmo assim a gente corre atrás, mesmo assim a gente se emociona, sofre, resiste e insiste. Pra quem? Pra todos! pra que? Para sentirmos a energia! Porque? Porque simplesmente amamos o que fazemos!

“A missão do bem”

A parte mais difícil do processo não é tentarmos provar que somos bons o suficiente até que os outros enxerguem. Afinal, nem todos, infelizmente entendem o imediato retorno de uma boa ação. Quanto mais boas ações, maior o número de boas sensações. O desafio está na auto percepção de nós mesmos e requer esperteza. Fazer, perceber e sentir. Muitos pensam que a recompensa virá com o tempo, mas não. Esta vem na mesma hora em que a boa ação é feita. É quase como acariciar um cão. Logo vem uma ligeira sensação de tamanho contentamento onde “A satisfação de quem faz o benefício se torna infinitamente maior do que a de quem o recebe”. E é assim vamos conquistando a vida. Buscando aprimorar esta linda e importante missão de fazermos o bem e não precisar provar nada pra ninguém.

Quatro ponto dois “Turbinado”

Chegaram os 42. A pensar que diversas vezes tive a sensação de que não chegaria nem nos trinta, e cá estou nos quarenta e dois focado em tentar ser ainda melhor do que fui e sou em vários aspectos. Perfeito, sim! É o que busco ser na medida do meu possível. Pode parecer exagero e até mesmo loucura mas, manter o chão e a louça de nossos lares sempre limpos exige de nós aquela velha atitude de não deixarmos para depois o que podemos fazer agora. E este é apenas um exemplo das dez mil manifestações que regem nossas vidas aqui neste nosso plano existencial. O corpo, a mente, a alma, o espírito sendo as mais comuns de todas elas e ainda assim extremamente complexas pelo fato de tudo estar ligado em tudo. E porque pensar nisso? Porque isso é o que temos e somos hoje. O que fomos, reflete no que somos e o que somos reflete no que ainda seremos. Já ser é o aqui, é o agora. O presente tem esse nome porque o agora é o melhor presente que podemos receber do nosso pai maior (Deus). Agora mesmo podemos virar o jogo de nossas vidas e plantarmos novas sementes para o nosso futuro. Sem travas, e culpas e errando o menos possível e isso começa agora. Deus no comando!

“EU VOVÔ…”

Me disseram uma vez que quando eu me tornasse avô, não iria sentir o mesmo peso da responsabilidade de ser pai. Claro que tive concordar, afinal de contas não era uma, nem duas, nem três vozes me falando a mesma coisa. Pois bem! Isso pode mesmo ser verdade, mas neste exato momento, o sentimento é de que a minha responsabilidade dobrou. Acontece que ocorreu uma mudança imediata na hora em que recebi a notícia. Nasceu! Eu me senti outra pessoa imediatamente, além de descobrir que eu sou um cara que chora fácil. Pode ser que isso passe com os dias mas, neste momento exclusivo, não estou conseguindo mapear minhas emoções, confesso. Cada mensagem, cada fotinho, cada detalhe fica enorme para mim. O mais engraçado de tudo é que do nada me bate um “medão” depois fico protetor demais, de repente sensível ao extremo e daí logo passa tudo. Tipo uns rompantes. Em outros momentos me vem um estresse que até a vassoura leva a culpa do nada. Já o mais belo de tudo é o sentimento da missão cumprida, onde o olhar se volta para o passado e se orgulha de ter dado um mínimo. Ciente de que o máximo só não se deu porque a vida às vezes cria algumas barreiras no processo de nossa evolução humana e espiritual. Hoje depois de 25 anos começo a colher frutos de tudo aquilo que um dia plantei. Razão a qual dobro os joelhos todos os dias para agradecer a Deus o fato de ter conseguido ser pai, mesmo na precariedade de alguns momentos. Mau sabia eu que esse era o meu maior tesouro. Graças a minha família, hoje consigo curtir esse momento lindo que aflora em meu peito, em minha vida. Olho para eles e penso: “Venci” no amor e na lei. Meu neto vem com a missão de renovar, aumentar e extender esse amor para a longevidade e graças a ele, minha responsabilidade cresceu. Agora minha missão é dar o dobro de mim e ser o grande campeão de mim mesmo para servi-lo de exemplo. Bem vindo meu neto, Rhuan. Que você seja sempre um instrumento de Deus para salvar e mudar o mundo. Brilha! Que assim seja em nome do criador, que ele te guie sempre. #amordevô. Te amo





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